Confiante, T. Pereira quer 1ª medalha contra "mesmos de sempre"





Em sua terceira Olimpíada, Thiago Pereira tentará a primeira medalha em Londres 2012. Foto: Ivan Pacheco/Terra

Prestes a embarcar para Londres e disputar sua terceira Olimpíada, Thiago Pereira aparenta tranquilidade. O nadador de 26 anos novamente tentará a inédita medalha na competição em suas provas favoritas, os 200 m e 400 m medley, após ficar fora do pódio em Atenas 2004 e Pequim 2008; para isso, sabe muito bem quem terá que superar. Os principais adversários na busca pela glória olímpica serão os mesmos que já o frustraram em outras oportunidades: os americanos Michael Phelps e Ryan Lochte e o húngaro Laszlo Cseh.

"São os mesmos de sempre, os mesmos das últimas duas Olimpíadas, e vai ser agora de novo", admitiu Thiago, bem-humorado. "Mas acho que é melhor. Prefiro conquistar uma medalha em cima de algum deles do que conquistar sem eles nadando, acho que o gostinho é melhor".

Com 18 medalhas em Jogos Pan-Americanos e quatro em Mundiais, o nadador brasileiro nunca escondeu que o grande objetivo da carreira ainda não foi alcançado. Mas ele confia que em 2012, já mais rodado e calejado com as frustrações anteriores, um atleta diferente cairá na água para disputar um lugar no pódio olímpico diante de nomes estelares da natação mundial.

"Estou muito (diferente), das outras duas Olimpíadas para cá são oito anos nas costas quase. Acho que (estou) bem mais confiante, bem mais tranquilo. Tenho certeza de que neste ano tenho feito tudo o que podia, tanto na parte fora da água quanto dentro, e isso me dá uma confiança maior, meus últimos resultados também. Já tive a oportunidade de nadar duas Olimpíadas, duas finais, então já sei o que me espera lá", afirmou.

A confiança de Thiago não se resume às suas provas individuais. Ele também vai disputar o revezamento 4x100 m medley pelo Brasil, e acredita que a Seleção nunca esteve tão próxima de uma medalha olímpica, comparando com as duas edições anteriores de Jogos Olímpicos em que ele esteve presente.

"No revezamento, das duas últimas Olimpíadas, acho que essa é a que o Brasil tem mais chances de medalha. Vai brigar bem tanto no 4x100 m livre quanto no 4x100 m medley. Mas antes de sonhar com medalha tem as classificações antes, passar pelas eliminatórias, e aí na final, quando chegar lá, os oito têm chances de brigar", declarou.



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