Para Ricardo Prado, doping "mancha um pouco" carreira de Cielo





 . Foto: Eladio Machado/Terra

No mesmo dia que César Cielo foi flagrado em exame antidoping, o ex-nadador Ricardo Prado, medalha de prata em Los Angeles 1984, comentou que o episódio manchará a carreira do atual recordista olímpico nos 50m rasos.

"Não é legal. Com certeza vai manchar um pouco a carreira dele e dos outros envolvidos", opinou ao canal ESPN Brasil.

Além de Cielo, Nicholas Santos, Vinícius Waked e Henrique Barbosa atestaram positivo para a substância furosemida - que é proibida pela WADA (Agência Mundial Antidoping) por ser diurética e por ter a capacidade de mascarar outras substâncias.

A respeito da pena branda dada pela CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), Ricardo Prado aprovou a medida protetora da entidade, que não suspendeu e apenas puniu os atletas. "A CBDA está desempenhando o papel dela de preservar os atletas", afirmou.

Os quatro nadadores foram apenas advertidos por terem apresentado uma justificativa convincente. A única punição foi a perda das medalhas obtidas por eles no Troféu Maria Lenk, no mês de maio.

Agora, os resultados serão julgados pela Fina (Federação Internacional de Natação) e pela Wada. É bem raro a ocasião em que a Fina assume uma posição contrária a da CBDA.

Entenda o caso

O velocista Cesar Cielo teve resultado adverso para a substância proibida furosemida em um exame antidoping feito no Troféu Maria Lenk, realizado em maio, no Rio de Janeiro. Além dele, campeão olímpico e mundial, outros três nadadores brasileiros também foram flagrados: Nicholas Santos, Vinícius Waked e Henrique Barbosa.

De acordo com nota da CBDA, divulgada em 1º de julho, os envolvidos declinaram do direito de realização da amostra B e definiram com precisão como o diurético entrou no organismo, o que comprovou que não houve aumento dos seus desempenhos, fato que não ocorreu nesta competição.

Desta forma, a entidade optou apenas por uma advertência aos quatro atletas uma vez que não foi identificada culpa ou negligência por parte deles no episódio. O próprio Cielo, em nota oficial divulgada posteriormente, disse que "em nenhum momento fui imprudente ou negligente ou usei de imperícia". Por essa razão, o brasileiro poderá disputar o Mundial de Esportes Aquáticos, de 16 a 31 de julho, em Xangai.

Dos quatro nadadores flagrados no exame, apenas Henrique Barbosa não faz parte do P.R.O 2016 (Projeto Rumo ao Ouro), idealizado por Cielo com vistas a Olimpíada do Rio de Janeiro. O nadador é também um dos destaques do Flamengo.

No Troféu Maria Lenk, competição na qual os atletas foram flagrados, Cielo foi surpreendido pelo compatriota Bruno Fratus na prova dos 100 m nado livre, uma de suas especialidades, ficando em segundo. No entanto, levou ouro nos 50 m livre, 50 m borboleta e nos revezamentos 4x50 m livre, 4x100 m livre e revezamento 4x100 m medley. Todos os resultados dele e dos outros nadadores flagrados na competição foram cancelados.

Menos conhecido entre os quatro nadadores, Waked, 23 anos, já havia sido suspenso por dois meses ainda neste ano por uso da substância isometepteno. Na época, ele se defendeu alegando que utilizou um remédio para dor de cabeça.

A Fina (Federação Internacional de Natação) ainda não se posicionou sobre o caso. No entanto, há a expectativa que ela não conteste a decisão da CBDA.



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